Depois de bater à porta de alguns consultórios, encontrei na clínica Nossa Senhora do Carmo o Doutor Paulo Marcelo. Tive dupla sorte. Primeiro por finalmente achar um médico que tinha condições de acompanhar meu tratamento. Segundo, porque assim como o Dr. Antônio Carlos Moraes, ele me tratou de forma humana desde o começo. Desde a primeira consulta fui muito bem acolhido e mais uma vez ali havia alguém que cuidasse do paciente e não da doença.
Esse período foi bem difícil. As crises eram recorrentes, praticamente a cada seis meses. Como as crises eram quase sempre a indicação que eu tomaria prednisona, o tratamento tomou outro rumo, já que 2400mg de mesalazina com 50mg de azatioprina não estavam surtindo o efeito esperado. Então, a dose de azatioprina foi aumentada de 50 para 100mg. Graças a Deus essa era um tempo em que eu fazia consultas frequentes e realizava exames sempre que o Dr Paulo pedia. Tempo depois do aumento da dose os exames apontaram para uma pancreatite. Infelizmente, nesses casos o risco não vale a pena e a azatioprina teve que ser suspensa. Ou seja, a prednisona se tornou minha "única" arma contra as crises.
Continua em "A retocolite - Prednisona e seu uso indiscriminado"
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