Já em uso da mesalazina, o Doutor Antônio Carlos somou ao meu tratamento a azatioprina. O uso da azatioprina soa coerente com o que é a retocolite. Como eu disse antes, é uma doença autoimune. No caso da retocolite, o "invasor" é o intestino. A azatoprina é uma medicação usada por pessoas transplantadas. Coincidência ou não, meu irmão fazia uso na época por ter um rim transplantado. Como ele recebia as doses gratuitamente e estava com a dose reduzida, sobraram alguns, o que me fez economizar algum dinheiro. Aliás, assim que saí do consultório pela primeira vez já levei um susto por causa do preço do Mesacol. Graças a Deus não precisei comprar o Imuran (azatioprina). Comentei isso com o doutor e ele brincou dizendo que era uma doença de rico, dado o preço das medicações.
E como a azatioprina atua? Trata-se de um imunossupressor. Ele baixa a imunidade do organismo para que o efeito autoimune da doença seja anulado. Entendi a lógica do imunossupressor e da doença definitivamente quando comecei a usar a azatioprina, afinal, são usados contra rejeição de órgãos transplantados que naturalmente o corpo rejeitaria. Então, da mesma forma, ele faz com que nosso organismo "aceite" o nosso intestino.
Passei um bom tempo fazendo tratamento com o doutor Antônio, mas como eu disse, era uma consulta paga e como ele era um médico conceituado era um valor considerável a ser desembolsado. Eram ainda tempos em que eu me recuperava financeiramente. Meu pai ajudava, mas com a medicação cara, ficou um pouco difícil. Comecei uma busca por outro médico que pudesse me acompanhar. Corri a lista dos médicos e fui percebendo que havia um problema. Os médicos se recusavam a me acompanhar porque diziam não ter histórico de pacientes com a doença, portanto, não teriam o know how para o tratamento. Mas Deus sempre teve misericórdia de mim e acabei encontrando outro médico para prosseguir com o tratamento.
Continua em "A retocolite e a azatioprina - continuação"
Passei um bom tempo fazendo tratamento com o doutor Antônio, mas como eu disse, era uma consulta paga e como ele era um médico conceituado era um valor considerável a ser desembolsado. Eram ainda tempos em que eu me recuperava financeiramente. Meu pai ajudava, mas com a medicação cara, ficou um pouco difícil. Comecei uma busca por outro médico que pudesse me acompanhar. Corri a lista dos médicos e fui percebendo que havia um problema. Os médicos se recusavam a me acompanhar porque diziam não ter histórico de pacientes com a doença, portanto, não teriam o know how para o tratamento. Mas Deus sempre teve misericórdia de mim e acabei encontrando outro médico para prosseguir com o tratamento.
Continua em "A retocolite e a azatioprina - continuação"
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